EQUIPE CATAVENTO: Leo Cunha, professor de musicalização

“Se todo mundo tivesse algum envolvimento com a música, o mundo seria melhor”.

Leo Cunha, professor de musicalização da Escola Catavento

A música e a educação se tocam de múltiplas formas. Especialmente, se olharmos para ambas como possibilidades de entrar em contato com a liberdade. Pense, então, na complexidade que é trabalhar para desvendar e tecer estes caminhos. Este é o trabalho de Leo Cunha na Escola Catavento.

Leo é professor de musicalização. Músico de formação, percussionista e multi-instrumentista, se define como artista-educador. Trabalha com crianças desde 1993, quando começou em um projeto no Parque da Água Branca. “Desde então, vim aprofundando a minha percepção de que a cultura popular e as manifestações musicais são uma forte linguagem para a educação”, afirma.

O professor toca profissionalmente e acompanha alguma bandas e grupos, mas dá aulas, porque vê na educação um sentido maior. “A música está no dia-a-dia, nas brincadeiras populares, na formação de uma roda ou quando uma criança cantarola enquanto se relaciona com algum outro objeto”, explica.

Leo gosta de ver a música como este fio que tece a vida e explica que além da presença natural e orgânica da música na vida das crianças, a vivência musical na escola é importante, porque reforça a descoberta dos primeiros sons e a sua exploração cheia de significados. “A iniciação musical pode se dar por vários caminhos. Um deles é o técnico; e outro é a descoberta individual. Me agrada uma visão simples e ao mesmo tempo ampla em torno das crianças e de como elas recebem o som, de como reagem a ele e as respostas que elas dão aos estímulos sonoros”, explica.

Música e humanidade

Conversando com Leo, é perceptível que ele busca nomear algo que, para ele, é da ordem do sensível e não necessariamente pode ser posto em palavras. “A música e a sonoridade tocam na sensibilidade humana. Não dá muito para explicar nesse mundo. É algo que suspende; que transcende”, conta.

O professor explica que estamos rodeados por sons e que estas sonoridades nos influenciam e marcam estados de espírito. “No cotidiano, eu ouço sons, os recebo, os reverbero, giro e gero movimento. As pessoas estão para a música assim como o Catavento está para o vento: um giro, que gera” brinca.

Leo Cunha é músico, percussionista e iniciou seus estudos profissionais com percussão erudita na Escola Municipal de Música de São Paulo. Estudou percussão popular na Universidade Livre de Música. Integrou a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Atuou na Abaçaí, balé folclórico de São Paulo. Foi professor de percussão popular brasileira em Buenos Aires. Foi professor em diversos projetos de música, entre eles o Projeto Guri, Projeto Rede Cultural, Programa Vocacional, Programa Piá, Recreio nas férias. Atua como músico independente acompanhando grupos e artistas diversos em apresentações e gravações e é professor autônomo de percussão popular.      

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